sábado, 5 de outubro de 2013

PAI NOSSO DOS ENCARCERADOS













Escola: turma
Escola: turma EJA RECOMEÇO do presídio de Cataguases.
Disciplina: Ed. Religiosa, português, historia e Artes
 Data: Novembro de 2012.
Série: 3e 4  período dos anos iniciais  EJA                       Professor:Elizabeth Almeida Silva
Unidade didática:
Tempo de realização: 4 aulas
Objetivos:
Ed. Religiosa: Trabalhar os conceitos de perdão, arrependimento e solidariedade
Trabalhar a auto-estima e outros valores.
História: Quem são estes mártires do vídeo leitura de breve biografia. O momento histórico que cada um deles viveu contextualizar e sua importância para o avanço e organização dos movimentos sociais e populares.
Português: Uso do dicionário para as palavras desconhecidas.
Trabalhar os sinônimos e antônimos de: Liberdade. Marginalizados, justiça, oprimido,Confiança, amor, fraternidade, crueldade, repartir e repressão.
Artes: Em dupla ilustrar o pai nosso dos encarcerados utilizando revistas, desenhos e ou imagens e música.
Esquema do conteúdo a ser trabalhado:
Apresentar o vídeo pai nosso dos Marginalizados e distribuir os textos:
Pai nosso, dos pobres marginalizados
Pai nosso, dos mártires, dos torturados.
Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida,
Teu nome é glorificado, quando a justiça é nossa medida
Teu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhão
Maldita toda a violência que devora a vida pela repressão.
O, o, o, o, O, o, o, o
Queremos fazer Tua vontade, és o verdadeiro Deus libertador,
Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor.
Pedimos-Te o pão da vida, o pão da segurança, o pão das multidões.
O pão que traz humanidade, que constrói o homem em vez de canhões
O, o, o, o, O, o, o, o
Perdoa-nos quando por medo ficamos calados diante da morte,
Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é mais forte.
Protege-nos da crueldade, do esquadrão da morte, dos prevalecidos
Pai nosso revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos
Pai nosso, revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimido s
O, o, o, o, O, o, o, o
Pai nosso, dos pobres marginalizados
Pai nosso, dos mártires, dos torturados

Pai nosso dos encarcerados
Pai nosso que estás no céu.
Olhai por nós que somos Réus
Venha a nós a liberdade.
Segundo a tua santa vontade,
Assim na terra como no céu.
Estende sobre nós o te santo véu.
O Pão nosso de cada dia, dá-nos hoje senhor.
Reparte conosco um pouco do pão do teu amor.
Perdoa a Nossa maldade,
Assim como nós perdoamos a hipocrisia da sociedade.
Não nos deixeis cair em outra contravenção.
Para que não voltemos a reincidir
e sofrer tanto, passando pela humilhação que
sabemos que nós mesmos buscamos.
Em nossa ausência protege nossos lares.
Enxuga as lágrimas de nossos familiares e das vítimas
dos delitos de tantos.
Confiamos em ti e na tua justiça também,
Pois tu és o Juiz dos Juízes.
Para sempre.
Amém
Fonte: Pastoral Carcerária..


Descrição do desenvolvimento metodológico
Descrição da atividade:
Assistir o vídeo e distribuir os textos, Fazer uma leitura em voz alta depois cada um Le para si e perguntar quais as palavras desconhecidas, falar dos valores.
Distribuir as biografias de alguns dos mártires
Contextualizar os fatos.
Explicar o que é sinônimo e antônimo e fazer exercícios.
Criar um Power point com legenda do pai nosso dos encarcerados a partir de desenhos e recortes dos alunos.
Estratégias de atuação:
Comparar os dois textos trazendo pontos de semelhança e diferenças. 
Fazer com que os alunos sintam o empoderamento como parte da prece tecer a identificação com o texto.

Desenvolvimento e estudo ativo do conteúdo:
Fazer a leitura silenciosa e depois em voz alta de cada texto.
Quais as palavras desconhecidas?
O que sentiu ao fazer a leitura? Com qual você se identificou?

Sistematização e aplicação:
Passar o vídeo do pai nosso dos marginalizados e torturados.
Entregar os textos impressos.
Ilustrar o pai nosso dos encarcerados trabalho em dupla.
Criar uma música para o Pai nosso dos encarcerados.
Fazer um Power point do que os alunos produziram.

Tarefa para casa ou atividade de fixação do conteúdo:
Faca o seu pai nosso.
Pense em como vamos ilustrar este pai nosso.
Decorar o pai nosso dos encarcerados.
Pense em uma música para o pai nosso dos encarcerados.
Recursos Humanos, Pedagógicos e Físicos utilizados:
Utilizamos a TV, revistas, jornais, Xerox dos textos, vídeos e violão.
Avaliação da aprendizagem:
Cantar as músicas
Pedir para recitarem os textos.
Avaliar os desenhos e ou imagens.
Fazer perguntas sobre as diversas personagens (mártires).

Referencial Teórico:
Musica de Jose Vicente no Vídeo no youtube do pai nosso dos Marginalizados do blogalmaacreana, Xerox dos textos, revistas e jornais.
EJA RECOMEÇO do presídio de Cataguases.

Disciplina: Ed. Religiosa, português, historia e Artes
 Data: Novembro de 2012.
Série: 3e 4  período dos anos iniciais  EJA                       Professor:Elizabeth Almeida Silva
Unidade didática:
Tempo de realização: 4 aulas
Objetivos:
Ed. Religiosa: Trabalhar os conceitos de perdão, arrependimento e solidariedade
Trabalhar a auto-estima e outros valores.
História: Quem são estes mártires do vídeo leitura de breve biografia. O momento histórico que cada um deles viveu contextualizar e sua importância para o avanço e organização dos movimentos sociais e populares.
Português: Uso do dicionário para as palavras desconhecidas.
Trabalhar os sinônimos e antônimos de: Liberdade. Marginalizados, justiça, oprimido,Confiança, amor, fraternidade, crueldade, repartir e repressão.
Artes: Em dupla ilustrar o pai nosso dos encarcerados utilizando revistas, desenhos e ou imagens e música.
Esquema do conteúdo a ser trabalhado:
Apresentar o vídeo pai nosso dos Marginalizados e distribuir os textos:
Pai nosso, dos pobres marginalizados
Pai nosso, dos mártires, dos torturados.
Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida,
Teu nome é glorificado, quando a justiça é nossa medida
Teu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhão
Maldita toda a violência que devora a vida pela repressão.
O, o, o, o, O, o, o, o
Queremos fazer Tua vontade, és o verdadeiro Deus libertador,
Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor.
Pedimos-Te o pão da vida, o pão da segurança, o pão das multidões.
O pão que traz humanidade, que constrói o homem em vez de canhões
O, o, o, o, O, o, o, o
Perdoa-nos quando por medo ficamos calados diante da morte,
Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é mais forte.
Protege-nos da crueldade, do esquadrão da morte, dos prevalecidos
Pai nosso revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos
Pai nosso, revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimido s
O, o, o, o, O, o, o, o
Pai nosso, dos pobres marginalizados
Pai nosso, dos mártires, dos torturados

Pai nosso dos encarcerados
Pai nosso que estás no céu.
Olhai por nós que somos Réus
Venha a nós a liberdade.
Segundo a tua santa vontade,
Assim na terra como no céu.
Estende sobre nós o te santo véu.
O Pão nosso de cada dia, dá-nos hoje senhor.
Reparte conosco um pouco do pão do teu amor.
Perdoa a Nossa maldade,
Assim como nós perdoamos a hipocrisia da sociedade.
Não nos deixeis cair em outra contravenção.
Para que não voltemos a reincidir
e sofrer tanto, passando pela humilhação que
sabemos que nós mesmos buscamos.
Em nossa ausência protege nossos lares.
Enxuga as lágrimas de nossos familiares e das vítimas
dos delitos de tantos.
Confiamos em ti e na tua justiça também,
Pois tu és o Juiz dos Juízes.
Para sempre.
Amém
Fonte: Pastoral Carcerária..


Descrição do desenvolvimento metodológico
Descrição da atividade:
Assistir o vídeo e distribuir os textos, Fazer uma leitura em voz alta depois cada um Le para si e perguntar quais as palavras desconhecidas, falar dos valores.
Distribuir as biografias de alguns dos mártires
Contextualizar os fatos.
Explicar o que é sinônimo e antônimo e fazer exercícios.
Criar um Power point com legenda do pai nosso dos encarcerados a partir de desenhos e recortes dos alunos.
Estratégias de atuação:
Comparar os dois textos trazendo pontos de semelhança e diferenças. 
Fazer com que os alunos sintam o empoderamento como parte da prece tecer a identificação com o texto.

Desenvolvimento e estudo ativo do conteúdo:
Fazer a leitura silenciosa e depois em voz alta de cada texto.
Quais as palavras desconhecidas?
O que sentiu ao fazer a leitura? Com qual você se identificou?

Sistematização e aplicação:
Passar o vídeo do pai nosso dos marginalizados e torturados.
Entregar os textos impressos.
Ilustrar o pai nosso dos encarcerados trabalho em dupla.
Criar uma música para o Pai nosso dos encarcerados.
Fazer um Power point do que os alunos produziram.

Tarefa para casa ou atividade de fixação do conteúdo:
Faca o seu pai nosso.
Pense em como vamos ilustrar este pai nosso.
Decorar o pai nosso dos encarcerados.
Pense em uma música para o pai nosso dos encarcerados.
Recursos Humanos, Pedagógicos e Físicos utilizados:
Utilizamos a TV, revistas, jornais, Xerox dos textos, vídeos e violão.
Avaliação da aprendizagem:
Cantar as músicas
Pedir para recitarem os textos.
Avaliar os desenhos e ou imagens.
Fazer perguntas sobre as diversas personagens (mártires).

Referencial Teórico:
Musica de Jose Vicente no Vídeo no youtube do pai nosso dos Marginalizados do blogalmaacreana, Xerox dos textos, revistas e jornais.

GLOSSÁRIO DOS DETENTOS DOS PRESIDIOS DE CATAGUASES E LEOPOLDINA - MG

Glossário dos detentos das unidades prisionais Cataguases e Leopoldina- MG
1. Abandona – deixa pra lá
2. Agradecido – muito obrigado
3. Aristia – lingüiça
4. Aranha – agulha
5. Areia - Açúcar
6. Atividade – ficar esperto
7. Bailarina – caneta
8. Baixo – privada
9. Balde – copo
10. Barraco – a cela
11. Blindada – marmitas
12. Bobo – relógio
13. Boi – vaso sanitário
14. Bolado – triste
15. Bolo -
16. Bomba – garrafa pet
17. Boró – fumo desfiado, fumo de rolo.
18. Brasa – isqueiro
19. Capa – grade da frente da cela, porta da cela.
20. Cara – um pouco
21. Cascuda – marmita
22. Catuco – bilhete
23. Comédia – pessoa que aparenta ser o que não é.
24. Correria – prestar um favor, ou seja, desenrolar algo que está para resolver.
25. Coruja – cueca
26. Crânio – cabeça
27. Dalva – marmita
28. De humilde – de coração, por gosto.
29. Ducha – banho
30. Embaçado – com problemas
31. Enxada - colher
32. Espelho – placa ou tela
33. Fruta de macaco – banana
34. Giz – cigarro
35. Graxa – pasta de dente
36. Já é – tudo certo, ok.
37. Jack – quem comete crimes de ordem sexual
38. Jega – cama
39. Kaô – conversa fiada
40. Kepe – boné
41. Marroco – pão
42. Mastigo – algo para comer
43. Miolo – centro da cela
44. Moca - café
45. Na palavra – ler a Bíblia
46. Pá – colher
47. Pagar pau – pagar “mico”
48. Pano – homossexual
49. Passar o pano – ler
50. Peça – roupa
51. Peleja – cobertor
52. Pisante – tênis
53. Praia – o chão da cela
54. Queto – pano de fechar a jega (cama)
55. Radinho – telefone
56. Ratão – tenda de cobertores fechada para encontros íntimos
57. Sacola- alimentos ou itens trazidos pelos familiares
58. Sol – lâmpada
59. Tela – TV
60. Teresa – tira de pano, corda de trapos.
61. Tirar a pena – cumprir a pena
62. Unhex – cortador
63. Vai na mão – emprestar, dar.
64. Vaquinha – leite
65. Vassoura – escova de dente
66. Venta na – janela da cela
67. x-nove – delator
68. Zoião – ovo

Pesquisadora: Elizabeth de Almeida Silva

ALFABETIZAÇÃO ATRAVÉS DO LÚDICO E VIVENDO O DIA A DIA DA REALIDADE INTRAMUROS DE UMA PRISÃO.

Casamento DO COMPADE BALDE ARISTIA E DA CUMADE DALVA BOI RALAD0
Personagens: 01 Padre, 01 Pai da Noiva, 01 Noivo ,01 Noiva, Convidados

Cena O Padre espera no altar.
O pai da noiva entra com um porrete (jornais enrolados) apontado para as costas do noivo
Dialogo:Pai
– Vamos cabra safado
– Pensou que ia escapa dessa?
Senhor Vigário
– Aqui tá o noivo
– Faz logo esse casório. Senão prego fogo!
Noivo
– Ai, meu nosso Senhor, dessa eu não escapo!
Padre
– Que entre a noiva.
– Seja o que o senhor quiser.
Entra a noiva.
Todos gritam: Viva os noivos!
A noiva com cara de quem apronta todas, entra toda sorridente.
Começa o casório
O vigário pergunta:
– Seu BALDE ARISTIA
– É de gosto casar com CUMADE DALVA BOI RALADO?
O noivo assustado não responde logo.
O Pai aponta porrete e diz:
– Fala cabra safado, na hora de cair no mato com a minha filha não teve medo.
– Agora casa ou morre
.Noivo
– Sim, Senhor Vigário não tem jeito não é?
– Eu caso.
Padre
– Dona Dalva Boi Ralado.
– É de gosto casar com seu Balde Aristia?
Noiva
– Claro seu Vigário.
Escorreguei na primeira.
Escorreguei na segunda.
Mas este não me escapa não.
Eu caso sim.
O Padre Pergunta:
Festança como todo bom casamento, Viva!
Alguém sabe alguma coisa contra este casamento?
Um dos escorregos responde:
– Eu sei seu vigário.
Padre
– Então diga homem.
O Pai aponta o porrete pra ele, que fica com medo diz:
Etá casamentão pai dégua sô!
Viva os noivos!
Acaba a cerimônia.






Esta atividade foi desenvolvida pelos próprios alunos que fizeram a roupa dos Noivos de material reciclado e o teatro do casamento produziram este lindo texto de acordo com a realidade intramuros, onde copo vira balde, marmitex vira dalva, linguiça vira aristia e carne moída vira boi ralado.